As empresas costumam utilizar formas de punição aos trabalhadores, uma delas é a advertência, alegando alertar os trabalhadores sobre mau comportamento ou atitudes que não condizem com a política e o estatuto da empresa.
Há casos em que o sanepariano realmente infringiu as regras da empresa ou repetiu um comportamento já alertado por algum superior. Porém, existem muitos casos em que as advertências são aplicadas injustamente, sem nenhum diálogo anterior.
O Sindaen já foi alertado com denúncias de trabalhadores que recebem advertências e os gestores sequer buscam analisar seu histórico de saúde física e emocional. Às vezes o trabalhador já esta há um ano apresentando atestados com patologias que comprometem o desempenho da função e recebem críticas pelas idas ao médico e a gestão fica insensível  à situação. Outras vezes são membros da família com doenças que exigem cuidado constante, como o AVC.
Existem trabalhadores que estão em tratamento por problemas psicológicos e a situação é agravada devido o recebimento da advertência, inclusive o afastando do trabalho.
O problema é que em várias ocasiões a advertência é encaminhada ao sanepariano antes mesmo dele ser alertado sobre o erro. Enquanto uma boa orientação ou um simples alerta verbal poderia ter resolvido o equívoco e evitado o constrangimento que o trabalhador passa ao receber uma advertência, principalmente tendo diversos anos de casa com dedicação comprovada.
A própria Sanepar em reuniões da comissão de negociação tem manifestado que os atestados aumentaram mesmo com a implantação das perícias realizadas pela empresa.
Além das patologias há o problema de trabalhadores isolados ou ociosos propositalmente por divergências ideológicas.
É obrigação empresarial a reciclagem,  o treinamento,  promoção de cursos, condições adequadas de trabalho, bom relacionamento.
O Sindaen continua reivindicando a melhoria do clima organizacional, da gestão de pessoas e a redução da politicagem nas relações do trabalho. É necessário humanizar e profissionalizar constantemente.