A luta sindical se fundamenta na defesa dos direitos, na valorização da remuneração dos trabalhadores e na melhoria das condições de trabalho.
Com pesar, a assinatura do ACT 2017/2018 figurou como o pior acordo dos últimos anos, contemplando do início ao fim, somente a inflamação do período. Isto após seguidos anos sem ganho real.

Há anos, o Sindaen busca alcançar a participação do lucro da Sanepar ao menos 25%. A reivindicação dos trabalhadores para o PPR 2016, estimando os 25%, foi de R$ 10.295,63. A Sanepar propôs R$ 9.158,27 que corresponde a 22,24%, ou seja, ainda não atingiu o teto dos 25%.
Conforme a tabela do Imposto de Renda, o valor de R$ 9.158,27 está na faixa que incide 7,5% e dedução de R$ 500,00 de IR. Isto corresponde a R$ 686,87, tendo a dedução de R$ 500,00, fica o desconto líquido do IR de R$ 186,87.
Na reunião desta quinta-feria (8) com a Sanepar, também foi apresentada a preocupação com a cláusula do pagamento proporcional do PPR, que reduz o valor aos trabalhadores, destacando os que se afastaram por doença ou acidente de trabalho – fato que independe da vontade do trabalhador e não deveria ser penalizado. Acreditamos que neste quesito, há solidariedade de todos, porém ainda sem definição.
O montante destinado aos acionistas foi de R$ 297.585.000,00, com distribuição integral.

Para a presidenta do Sindaen, Vera Lucia Nogueira, neste contexto de luta, lucro e ACT, vale a reflexão dos rumos que a Sanepar tem tomado. “É uma empresa de saneamento com função social, que colocou seu curso em alto grau mercantilista, inclusive implantado um sistema tarifário pesado aos usuários.  Isso exige mais envolvimento e luta dos trabalhadores pela valorização dos salários e direitos, caso contrário é só achatamento, com pagamento de verbas momentâneas e passageiras”.

Continuaremos os debates, organização e vamos divulgando o andamento.