Após a decisão do STJ de indenizar a Prefeitura de Maringá pelo rompimento do contrato com a Sanepar, a atual governadora do Paraná, Cida Borghetti afirmou em entrevista a Rádio CBN que uma possível solução é a parceria entre a estatal e o município. “Deve chegar em um denominador comum que eventualmente possa ser feito, em um futuro próximo, uma parceria 50% Sanepar e 50% Prefeitura”, explicou ao ser questionada.

Para a presidenta do Sindaen, Vera Lucia Nogueira, a afirmação da governadora precisa ser colocada no contexto da fala de uma pré-candidata ao Governo do Estado em um ano de eleição. “Foi um discurso para agradar a todos. Este contrato não pode ser conduzido simplesmente como um negócio, muito menos para atingir interesses politiqueiros. A água não é mercadoria. Tanto o Estado, atualmente sob responsabilidade da governadora Cida Borghetti, como o município de Maringá precisam olhar para a gestão da água como soberania, interesse público. É a garantia de sobrevivência e vida para o município, para toda a população e para a mãe Terra. Todos são interdependentes das fontes da água. Sobretudo precisa considerar que envolve os empregos dos trabalhadores e suas famílias“, declara Vera.

O Sindaen defende a continuidade da Sanepar em Maringá e reconhece que o município tem o direito de exigir um maior retorno da companhia. A diretoria do Sindaen e os saneparianos estiveram reunidos algumas vezes com o prefeito de Maringá, Ulisses Maia, para cobrar uma atitude quanto ao contrato e saber do seu posicionamento. Em todas as ocasiões, Maia reiterou o compromisso de não privatizar o saneamento no município de Maringá.

Em entrevista ao jornal O Diário nesta quinta-feira (21), Maia falou novamente que não pretende privatizar e dessa vez garantiu que nem mesmo tem o intuito de municipalizar o saneamento local, o que sinaliza a continuidade do contrato com a Sanepar. Para Vera, esta decisão se deve muito às visitas do Sindaen e dos saneparianos ao prefeito, e mostra a importância da união dos trabalhadores. “É muito sério este processo de contrato entre as partes. Os trabalhadores precisam estar cientes de que este é mais um momento para mostrar união entre a categoria. Apenas juntos conseguiremos vencer mais esta batalha”, enuncia Vera.